Como a Busca por Aprovação Vira um Cativeiro Emocional
Estou aqui terminando meu frango xadrez — aquela caixa padrão que peço toda sexta-feira — e observando a fumaça subir. Vinte anos de casamento com a mesma mulher me ensinaram que a rotina tem seu valor, mas também que a gente gasta uma energia absurda tentando manter as aparências. No serviço público, onde bato ponto há quase o mesmo tempo, isso é ainda mais patente. Vejo colegas brilhantes se encolhendo, engolindo sapos e sorrindo amarelo, tudo porque o pavor de ser julgado é maior que a vontade de existir. A verdade nua e crua é que a maioria de nós parou de crescer emocionalmente aos sete anos de idade. O Fantasma da Memória Congelada A gente acha que tem medo do que o chefe ou o vizinho vão pensar. Mentira. O que a gente tem é uma projeção. Analisando friamente, aquele medo de julgamento que faz seu estômago revirar não é sobre o "agora". É uma memória emocional congelada. É você, pequeno, com medo de perder o amor dos pais se não se comportasse bem. Eu vejo isso em casa,...