Por que a Inteligência Não Garante a Liderança no Bando
Sou o Roger Marques, escrevendo aqui da minha mesa no interior de São Paulo. Minha rotina é uma confusão áspera e barulhenta. Passo os dias tentando consertar os encanamentos e dobradiças que eu mesmo quebro pela casa — sou terrivelmente desastrado com qualquer ferramenta — ou correndo atrás do Leo, meu filho de seis anos, que herdou essa mesma destreza trágica e tropeça até na própria sombra no quintal. E para piorar o cenário, divido meu escritório com o "Bóris", um furão de estimação hiperativo que sobe na mesa, rouba minhas canetas e derruba meus objetos no chão duro, quebrando pelo menos um copo por semana. A vida real tem esse chiado constante, uma sujeira gostosa. Adoro viajar e colocar as mãos na terra, entrar em contato com os bichos onde quer que eu vá, mas sempre acabo voltando para essa desordem caseira. Observando a matilha de cachorros do meu vizinho agindo em bloco ontem, lembrei daquele experimento mental assombroso dos cem homens jogados numa ilha hostil. Ele...