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Destaques

Aprendi a consertar pneu furado de bicicleta sem remendo. Vou contar minha pedalada Iouca.

Eu não estava preparado para aquele dia. O sol esmagava o asfalto como se estivesse testando os limites da minha paciência. O caminho de terra batida, que levava à casa da minha avó, parecia uma eternidade em duas rodas. E então, claro, aconteceu: um estalo seco, seguido do silêncio implacável do meu pneu traseiro murchando. Era um daqueles momentos em que você sente o peso do mundo nas costas, ou melhor, o peso de uma bicicleta com um pneu furado no meio do nada. Mas desistir nunca foi meu forte. A busca por uma solução absurda Eu não tinha remendo, e a borracharia mais próxima estava a quilômetros dali. O que fazer? Sentar no meio da estrada e esperar um milagre? Não sou muito fã desse método. Lembrei de uma conversa aleatória com meu tio, que uma vez disse: “Se você não tem o que precisa, use o que tem.” Olhei em volta. Terra, folhas secas, um cadarço desfiado, e meu senso de humor começando a falhar. Foi então que uma ideia lunática surgiu. O experimento (ou como ...

Bitcoin vou acumular para o resto da minha vida por motivos que todos criticam.

O Bitcoin não é um investimento entenda isso de uma vez por toda pow. É uma convicção dentro do subconsciente. Quem enxerga apenas os gráficos de preço, as manchetes histéricas ou os tweets de especialistas de plantão nunca entenderá. Eu vou acumular Bitcoin pelo resto da minha vida, não me importo com as críticas, mas por causa delas decidi acumular.

"Não tem lastro."

As pessoas dizem isso como se fosse um argumento sério. Como se o dinheiro de papel que elas seguram fosse lastreado em algo real, além de promessas vazias de governos endividados até o pescoço. A verdade desconfortável é que o Bitcoin é mais transparente do que qualquer moeda estatal. Seu lastro é matemática, código aberto e consenso global. Não depende da palavra de um burocrata. Depende apenas da realidade imutável dos blocos minerados.

"É muito volátil."

Cresci ouvindo meus pais falarem sobre como o dinheiro não dava mais para nada. Como o preço do arroz, da gasolina, do aluguel parecia mudar como um camaleão no meio da selva inflacionária. Mas o que é mais volátil? Um ativo que sobe e desce enquanto encontra seu preço justo ou um sistema monetário que derrete seu poder de compra todos os dias de maneira silenciosa e constante? Prefiro lidar com tempestades do que com areia movediça.

"Os governos vão proibir."

Poderiam tentar. Alguns já tentaram. Mas como se proíbe algo que não tem sede, não tem dono, não pode ser confiscado com um mandado? O Bitcoin é um cofre com a chave na mente de quem o possui. Ele é mais resistente do que qualquer legislação. Pode ser demonizado, pode ser atacado, mas não pode ser apagado. Se a história nos ensina alguma coisa, é que a inovação sempre escapa das correntes do controle.

"Não gera renda passiva."

Nem ouro. Nem Picasso. Nem terra. Mas todos sabem que esses ativos protegem riqueza melhor do que uma poupança rendendo menos que a inflação. Bitcoin é soberania financeira. É reserva de valor sem necessidade de intermediários. É a segurança de saber que sua moeda não será desvalorizada por decisões alheias.

"É uma bolha."

Bolhas são feitas de ar. Bitcoin é feito de escassez programada e adoção crescente. Já o declararam morto mais de 400 vezes, e ele continua firme, renascendo como uma fênix toda vez que tentam enterrá-lo. A verdadeira bolha é a dívida global, a impressão infinita de dinheiro sem consequências, o castelo de cartas que sustenta economias sem lastro real.

Sigo acumulando. Porque enquanto eles falam, o Bitcoin segue minerando. Enquanto criticam, sua rede segue processando transações sem pedir permissão. Porque, no final das contas, eu prefiro confiar em um sistema que ninguém controla do que em um que pode ser manipulado de acordo com os interesses de quem está no poder.

Pode chamar de teimosia, isso me chama. Sabe, eu chamo de liberdade.

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