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Destaques

Aprendi a consertar pneu furado de bicicleta sem remendo. Vou contar minha pedalada Iouca.

Eu não estava preparado para aquele dia. O sol esmagava o asfalto como se estivesse testando os limites da minha paciência. O caminho de terra batida, que levava à casa da minha avó, parecia uma eternidade em duas rodas. E então, claro, aconteceu: um estalo seco, seguido do silêncio implacável do meu pneu traseiro murchando. Era um daqueles momentos em que você sente o peso do mundo nas costas, ou melhor, o peso de uma bicicleta com um pneu furado no meio do nada. Mas desistir nunca foi meu forte. A busca por uma solução absurda Eu não tinha remendo, e a borracharia mais próxima estava a quilômetros dali. O que fazer? Sentar no meio da estrada e esperar um milagre? Não sou muito fã desse método. Lembrei de uma conversa aleatória com meu tio, que uma vez disse: “Se você não tem o que precisa, use o que tem.” Olhei em volta. Terra, folhas secas, um cadarço desfiado, e meu senso de humor começando a falhar. Foi então que uma ideia lunática surgiu. O experimento (ou como ...

Fim da seca com minha ideia que o governo precisa saber e fazer.

Eu pensei em uma solução para a seca no Brasil, sobretudo no nordeste e gostaria muito que o governo fizesse um teste para ver se dá certo. Isso mudaria muita coisa, poderia dá um boom no desenvolvimento e na qualidade de vida dos brasileiros que sofrem com a estiagem. Vou te contar como seria essa ideia, mais antes quero que você saiba um pouco da minha trajetória. Quando eu era criança, lembro do barulho do telhado de zinco quando a chuva chegava de surpresa. Era uma sinfonia de tamborilar apressado, um som que fazia minha avó suspirar de alívio. Porque chuva significava vida. Significava que o feijão ia brotar, que o milho ia crescer. No sertão, cada gota é uma benção rara, uma promessa de que o próximo ano não seria de terra rachada e silêncio de fome.

Agora, imagine se a gente pudesse mandar a chuva vir. Se pudesse chamar as nuvens, convidá-las para cobrir o céu e transformar o chão seco num tapete verde. É disso que estou falando. Cientistas descobriram que grandes superfícies escuras podem criar calor suficiente para gerar correntes ascendentes, levando umidade para cima e formando nuvens. Os Emirados Árabes testaram isso com fazendas solares. Mas e se nós, em vez de placas solares, usássemos lonas pretas? Mais barato, mais fácil de espalhar. Mais rápido de testar. A gente poderia cobrir partes do sertão com essas lonas e ver o que acontece.

Se eu fosse o governo, não pensaria duas vezes. Eu colocaria lonas pretas por quilômetros e esperaria o céu responder. E quando as primeiras gotas caíssem, a terra engoliria tudo como quem bebe água depois de andar dias sob o sol escaldante. A seca do Nordeste não é um castigo divino. É um problema humano, e problemas humanos têm solução.

Agora pensa na revolução que isso causaria. Mais chuva significa mais plantações, mais gado, mais comida na mesa. As cisternas não ficariam vazias, e os caminhões-pipa não seriam a única esperança. Isso geraria empregos também. Alguém precisa fabricar as lonas, transportá-las, instalá-las. O pequeno produtor poderia planejar a colheita sem medo de perder tudo para o sol impiedoso.

Eu sei que tem quem ache essa ideia maluca. Mas maluco é aceitar a seca como se fosse inevitável. Maluco é ver o sertanejo ir embora porque a terra não dá mais sustento. Maluco é um país tão grande, tão rico, deixar um pedaço inteiro do seu povo viver sempre no quase.

Não sei se algum político vai topar essa ideia. Mas se eu fosse o governo, já teria começado ontem. Porque um sertão verde não é sonho. É ciência. E, acima de tudo, é justiça. Mas acreditar em político é uma droga, infelizmente há muita corrupção e má vontade por parte deles. Um dia eu vou me tornar presidente da República e vou transformar o Brasil na maior potencial do mundo. Vamos produzir e fabricar de tudo, mais alimentos na mesa, mais água, mais energia elétrica barata, mais fábricas, mais infoestrutura, mais saneamento avançado e mais riqueza e emprego para a população. É disso que precisamos.

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